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Estúdio
São Paulo, Lisboa
Formado em Arquitetura em 2018, Leonardo Zanatta iniciou a carreira após vencer cinco troféus no Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura Sustentável, incluindo o Destaque Inovação, prêmio tradicionalmente concedido a carreiras consolidadas como a de Paulo Mendes da Rocha, que o recebeu no mesmo ano. Tornou-se o profissional mais jovem a receber a distinção.
Com uma produção centrada em experimentação, sustentabilidade e pesquisa de materiais, foi reconhecido pela municipalidade de Abu Dhabi no Cool Abu Dhabi Challenge, selecionado entre 1.700 escritórios do mundo inteiro, com uma solução técnica para mitigar ilhas de calor urbano no Oriente Médio. Aos 27 anos, isso o colocou na lista da Forbes Brasil como o profissional mais promissor do país com menos de 30.
Em 2023, depois de colaborar em escritórios de arquitetura consolidados de São Paulo, fundou a própria prática. Em dois anos o escritório entrou no Casa Vogue 50 e depois na lista AD100 da AD México y Latinoamérica. O estúdio atua hoje como um coletivo, entre arquitetura, interiores, desenho urbano, mobiliário colecionável, iluminação e exposições.
The Tess Pavilion adopts strategies for passive thermal efficiency and structural decoupling. The flat roof is designed as an autonomous slab, dissociated from the main volumes, allowing continuous ventilation and permanent shading.
The rhythmic metallic structure, with slender columns and tensioned elements, was inspired by the image of a harp, and works as the organizing matrix of the space. It is left exposed, without cladding, stating the constructive logic with formal economy.
Although initially intended as a commercial space, the building was designed to also host rotating cultural exhibitions, working as mixed-use urban infrastructure.
Main facade, photography André ScarpaIsometric viewRoof and columnsDetail, tensioned structure
O Pavilhão Sofia é um espaço comercial de 380 metros quadrados localizado no Campo Belo, em São Paulo. Desenvolvido para a Nortis, o projeto reúne áreas de atendimento, exposição, reunião e apoio em uma composição formada por volumes independentes, jardins e espaços de circulação.
A proposta parte de referências da arte concreta e neoconcreta brasileira. Planos, blocos e aberturas são organizados como elementos de uma composição abstrata, mas também respondem ao programa e ao percurso dos visitantes. A separação entre os volumes cria passagens, enquadramentos e áreas externas intermediárias, reduzindo a leitura do edifício como um único bloco fechado.
Os interiores seguem a mesma lógica adotada na arquitetura. A paleta de materiais e cores é reduzida, enquanto mobiliário, iluminação e elementos expositivos são posicionados para manter visíveis as relações entre os ambientes e os jardins. Parte das peças foi desenhada pelo Estúdio Leonardo Zanatta, incluindo protótipos de sua divisão de design.
As áreas internas e externas foram tratadas como partes de um mesmo sistema espacial. A vegetação ocupa os intervalos entre os blocos e aparece em diferentes pontos do percurso. O projeto utiliza essa alternância entre volumes construídos, vazios e jardins para organizar os usos comerciais sem recorrer a divisões internas excessivas.
Situated where Pinheiros and Jardins meet, the Matice Pavilion is a real-world study in how architecture adapts to climate and context. Instead of chasing visual impact with massive forms, it relies on passive design and dynamic elements.
The standout feature is a floating facade of vertical steel chains that ripple with the city breeze. This porous layer acts as a dynamic brise-soleil: it blocks harsh sun, blurs the line between sidewalk and interior, and casts shifting shadows onto glass and floor.
Sustainability here is not bolt-on technology. Thermal comfort is solved by the architecture itself: a broad overhanging roof, deeply shaded edges, recessed glass, strategic greenery, and the moving chain screen.
Street facade, photography Everson MartinsChain skinCanopyTapestry, interiorSkin study
Em aproximadamente 800 metros quadrados de áreas comuns, o projeto evita referências literais ao universo marinho e constrói sua relação com o litoral por meio de curvas, texturas, transparências e variações graduais de luz. Materiais naturais e superfícies de tonalidade suave estabelecem uma base serena, enquanto mobiliário, obras de arte e elementos fixos introduzem densidade e identidade. A circulação organiza sequências de compressão e abertura, enquadra jardins e aproxima ambientes com usos distintos. O paisagismo participa ativamente dos interiores por meio de pátios, vasos e visuais prolongadas, reduzindo a separação entre áreas climatizadas e espaços externos. Cada ambiente preserva autonomia funcional, mas compartilha uma gramática comum de formas contínuas, proporções precisas e transições fluidas. Mais do que uma sucessão de áreas de lazer, o conjunto foi concebido como uma extensão da vida doméstica, capaz de reunir recepção, descanso, convivência e contemplação em uma experiência espacial coerente.
Goiânia faces a distinct climatic duality: six months of drought followed by six months of intense rainfall. The single constant throughout the year is heat. The project emerged from a fundamental need, shade.
Horizontal brise-soleils shade the facades facing long-stay interiors, reducing cooling loads and enhancing cross-ventilation. The same elements work as light shelves, reflecting daylight deeper into the rooms.
The landscaping uses only native species from the Caatinga biome, which reduces reliance on irrigation and mitigates the ecological risk of invasive species.
Forma e Substância é um Site-Specific criada para o vão principal do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O projeto utiliza um sistema modular de andaimes metálicos e superfícies têxteis translúcidas para construir percursos, enquadramentos e diferentes níveis de opacidade dentro do espaço expositivo.
A estrutura, normalmente associada ao canteiro de obras, é deslocada para o interior do museu e passa a funcionar como suporte para luz, sombra, projeções e movimento. Túneis iluminados, áreas de permanência e zonas preenchidas por vapores aromáticos distribuem-se ao longo do percurso, fazendo com que a instalação seja percebida por aproximações sucessivas, e não a partir de um único ponto de vista.
O desenho faz referência ao Suprematismo russo e aos ambientes Proun de El Lissitzky, nos quais formas abstratas deixam o plano e passam a organizar o espaço. Em Forma e Substância, planos, vazios e transparências são usados para transformar geometria em direção, densidade e escala.
Ao final da montagem, os andaimes retornam ao sistema de locação e os tecidos são destinados ao reaproveitamento. O projeto trata a instalação como uma estrutura temporária, construída com componentes reversíveis e organizada para reduzir resíduos.
Installation at nightVolumes and lightFabric and scaffoldingVolumetric exploration
The first step was to reassess the program together with the community. A consultation was carried out with a sample representing 8.3% of the population of Boca La Caja, alongside interviews with communal authorities from San Francisco.
The stair ceases to be circulation and becomes a gallery: its dimensions invite the visitor to stop, and the works are seen on the way up. Below, the ground floor is released as a shaded plaza occupied by popular commerce.
The expository safe is wrapped in panels of wood recovered from the demolition of the Zonian houses in the Canal Zone. The material has already been through the salt air, and returns to the building carrying that history.
Exploded programme
Masterplan for the Brazilian Architecture Biennial
The masterplan for the first Bienal de Arquitetura Brasileira recognizes the symbolic weight of occupying a building by Oscar Niemeyer and reopening it to public life.
Developed from the concept Invisible Borders, the proposal dissolves Brazil's political divisions and reorganizes the country through its biomes: Amazon, Cerrado, Caatinga, Atlantic Forest, Pampa and Pantanal. The Bienal becomes a living geography, where states are grouped by rivers, vegetation, climate and terrain.
It draws from the intelligence of Brazilian street markets, especially the Feira de Caruaru, understanding temporary occupation as a collective and adaptable form of architecture. Each pavilion works as a territorial stall within a larger civic field.
Pavilhão das Culturas BrasileirasMasterplanRammed earth pavilionGridshell pavilion3D printed pavilionMain hallTectônicas em ExílioSirleiOldoni_AdesivoPiso_0004.jpgEversonMartins_@arq.em.foto_LoungeWestwing_02.jpgadrianopacelli_IMG_6694.jpgadrianopacelli_piaui_blackarquitetos-2.jpgEversonMartins_@arq.em.foto_SC_05_apagada.jpgEversonMartins_@arq.em.foto_RS_06.jpgadrianopacelli_BAB 26-8.jpgadrianopacelli_IMG_6282.jpgSirleiOldoni_Brasilia_0006.jpgadrianopacelli_TCL-4.jpgSirleiOldoni_Fachada_0004.jpgSirleiOldoni_Fachada_0007.jpgSirleiOldoni_Fachada_0007.jpgSirleiOldoni_Fachada_0005.jpgadrianopacelli_BAB 26-11.jpgadrianopacelli_BAB 26-13.jpg
The project for a new planned neighbourhood begins with the understanding that urban development must operate beyond the logic of subdivision, incorporating infrastructure, landscape, mobility and collective life as structuring elements of value.
The masterplan is organized around the preservation of watercourses, permanent preservation areas and green corridors, which become the main spatial and ecological axes. Landscape is not a residual condition, it is the organizing system that defines roads, public spaces and density.
A main centrality and two subcentralities organize everyday life, concentrating commerce, community facilities and social interaction.
Designed for the Municipality of Abu Dhabi, the Urban Skin Experiment envisions the city as a living organism, with circulatory systems, tissue layers and metabolic processes.
Bionics offers a refined toolkit by merging natural and artificial mechanisms. Paired with bioreactors, algae can be far more efficient than trees in capturing CO2. Scaled to the city, this could improve air quality, lower temperatures and raise local oxygen levels.
The proposal enhances pedestrian circulation with minimal impact and reduced emissions, placing urban resilience and climate adaptation at the core.
AcabamentosMadeiras amazônicas e tecido de celulose e Rochas naturais
DimensõesDimensions : Uiara I 25 x 25 x 160 cm; Uiara II 25 x 25 x 160 cm; Uiara III 25 x 25 x 80 cm
Uiara integra uma linha ampliada chamada Encantaria, inspirada na cosmologia originária brasileira. A coleção parte de uma pesquisa antropológica dedicada a resgatar entidades cuja presença nos mitos do Brasil profundo permanece viva até hoje por meio da tradição oral, apesar da imposição e da sobreposição de mitologias estrangeiras, como as gregas, romanas e nórdicas.
Cada peça da linha homenageia um encantado. Neste caso, Uiara, do nheengatu iiyara, é evocada como uma divindade tupi-guarani associada à proteção dos corpos d’água e dos ciclos vitais da floresta.
O mito de Uiara torna-se ainda mais crítico em um contexto de expansão das atividades exploratórias no Norte brasileiro, onde rios são assoreados pelo garimpo e a floresta é frequentemente tratada de maneira pouco respeitosa pelo extrativismo ilegal. Aqui, Uiara pode ser compreendida como a personificação de um processo produtivo que respeita a floresta e, por extensão, os encantados que nela habitam.
Photography Paolo BenvenutoUIARA I - STONE.jpgUIARA I - WOOD.pngUIARA II - STONE.jpgUIARA II - WOOD.pngUIARA III - STONE.jpgUIARA III-WOOD.jpg
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Concebidos como uma sequência de interiores residenciais capazes de apresentar diferentes modos de habitar sem reduzir o apartamento decorado a uma vitrine de produtos. A identidade do projeto parte da riqueza cromática da flora do Cerrado, especialmente das tonalidades encontradas em sementes, frutos, cascas e flores do bioma. Em vez de reproduzir suas formas de maneira literal, essas referências aparecem como pontos de cor inseridos sobre uma base de materiais naturais, madeiras, tecidos táteis e superfícies minerais. Cozinha, estar e jantar são tratados como um campo contínuo, enquanto painéis, estantes e elementos de marcenaria organizam usos, armazenamento e privacidade. O mobiliário reúne peças autorais e nomes do design brasileiro, reforçando uma atmosfera contemporânea vinculada ao território. A iluminação combina fontes indiretas e focos precisos para alterar a percepção dos ambientes ao longo do dia e destacar obras, texturas e volumes. Cada unidade responde a um perfil distinto de morador, mas mantém uma linguagem comum. O resultado são espaços comerciais que preservam verossimilhança doméstica e transformam a visita em uma experiência de cor, matéria e possibilidades reais de apropriação.
O Aparador Caapora integra a linha Encantaria e parte da ideia de uma xiloteca amazônica transformada em mobiliário. A peça é composta por pequenos módulos de diferentes espécies brasileiras, entre elas coração-de-negro, muiracatiara e muirapiranga, provenientes de manejo sustentável no Pará. A diversidade de cores, veios e densidades torna visível a riqueza material da floresta sem convertê-la em ornamento ilustrativo. Produzido artesanalmente em São Miguel do Guamá pelo mestre marceneiro Robson Teixeira Gomes, o aparador aproxima técnicas tradicionais de soluções contemporâneas de montagem. Os pés em madeira maciça recebem a textura “turu”, inspirada nas perfurações produzidas pelo molusco amazônico, enquanto uma esfera esculpida introduz uma presença orgânica e ligeiramente enigmática. Gavetas internas com abertura por toque preservam a continuidade do volume. O sistema modular sugere a possibilidade de crescimento e repetição, como um organismo formado por segmentos. Caapora não representa literalmente a entidade protetora da mata, mas evoca sua presença pela variedade, resistência e memória contida em cada fragmento. O objeto funciona, assim, como arquivo material da floresta e como expressão de uma cadeia produtiva vinculada ao território, ao manejo responsável e à transmissão de conhecimento artesanal.
Athene Garden é um empreendimento residencial desenvolvido a partir da integração entre arquitetura, interiores e paisagismo. Localizado em um bairro planejado cercado por áreas de vegetação preservada, o projeto utiliza espécies, madeiras, sementes e frutos da Mata Atlântica como referência para a definição de materiais e cores.
Os interiores, assinados pelo estúdio, adotam uma paleta baseada em tonalidades identificadas na vegetação do bioma, aplicadas em marcenarias, tecidos, revestimentos e elementos de mobiliário. O paisagismo de Ricardo Cardim amplia essa pesquisa por meio do uso de espécies nativas e da aproximação entre os ambientes construídos e os jardins.
As áreas comuns foram organizadas para manter relações visuais com a vegetação e favorecer iluminação e ventilação naturais. Jardins, pátios e espaços de circulação atuam como zonas de transição entre os ambientes internos e externos.
O projeto também incorpora estratégias de conforto ambiental e eficiência ao longo do empreendimento. A proposta considera tanto o desempenho dos espaços quanto os impactos da construção e da operação do edifício, com o objetivo de estabelecer uma relação mais direta entre arquitetura, paisagem e contexto local.
Para os espaços coletivos do empreendimento a partir de uma pesquisa sobre as cores, matérias e espécies da Mata Atlântica. O ponto de partida não foi a reprodução direta da floresta, mas a observação das tonalidades presentes em madeiras, sementes, frutos, cascas e folhas, posteriormente traduzidas em uma paleta de superfícies minerais, tecidos, marcenarias e pontos de cor. Essa investigação estabelece continuidade com o paisagismo de Ricardo Cardim, cuja presença atravessa a arquitetura e participa da construção dos ambientes internos. Halls, salões e áreas de convivência são organizados por eixos visuais claros, enquadramentos de vegetação e transições graduais entre sombra, luz e matéria. O mobiliário combina peças autorais e design brasileiro, evitando a neutralidade genérica recorrente em empreendimentos residenciais. A iluminação indireta valoriza texturas e volumes, enquanto focos pontuais orientam a percepção de obras e objetos. Uma obra de Walmor Corrêa amplia a relação do projeto com a biodiversidade ao introduzir uma leitura artística e imaginativa da fauna brasileira. Em vez de construir uma imagem de luxo pela acumulação, Athene trabalha com proporção, detalhe e coerência entre interiores, arte e paisagem, criando espaços que funcionam como extensão do jardim e da vida doméstica.
O Pavilhão Sofia é um espaço comercial de 380 metros quadrados localizado no Campo Belo, em São Paulo. Desenvolvido para a Nortis, o projeto reúne áreas de atendimento, exposição, reunião e apoio em uma composição formada por volumes independentes, jardins e espaços de circulação.
A proposta parte de referências da arte concreta e neoconcreta brasileira. Planos, blocos e aberturas são organizados como elementos de uma composição abstrata, mas também respondem ao programa e ao percurso dos visitantes. A separação entre os volumes cria passagens, enquadramentos e áreas externas intermediárias, reduzindo a leitura do edifício como um único bloco fechado.
Os interiores seguem a mesma lógica adotada na arquitetura. A paleta de materiais e cores é reduzida, enquanto mobiliário, iluminação e elementos expositivos são posicionados para manter visíveis as relações entre os ambientes e os jardins. Parte das peças foi desenhada pelo Estúdio Leonardo Zanatta, incluindo protótipos de sua divisão de design.
As áreas internas e externas foram tratadas como partes de um mesmo sistema espacial. A vegetação ocupa os intervalos entre os blocos e aparece em diferentes pontos do percurso. O projeto utiliza essa alternância entre volumes construídos, vazios e jardins para organizar os usos comerciais sem recorrer a divisões internas excessivas.
Força de Maré é uma coleção de tapetes desenvolvida a partir do conceito físico que descreve as deformações produzidas pela interação gravitacional entre corpos. Em vez de representar planetas ou paisagens cósmicas, o projeto traduz para o plano têxtil fenômenos como atração, deslocamento, órbita, ressonância e distorção da matéria e do espaço. Massas cromáticas aproximam-se, comprimem-se e criam zonas de tensão, como se a superfície estivesse submetida a diferentes campos gravitacionais.
O Tapete Tesselar nasce da transposição do gesto manual para um processo de produção em ECONYL. Seu desenho original foi realizado em nanquim sobre papel e posteriormente convertido em estampa sem corrigir as pequenas imprecisões produzidas pela mão. Oscilações de espessura, desalinhamentos, interrupções e diferenças mínimas entre os módulos foram preservados e transformados em elementos ativos da composição. O procedimento extrapola para o campo criativo a própria lógica artesanal de fabricação do tapete, recusando a regularidade absoluta normalmente associada à repetição geométrica.
Tectônicas em Exílio é uma instalação site-specific concebida para ocupar o intervalo entre dois pilares do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera. O projeto se apropria da arquitetura de Oscar Niemeyer para estabelecer uma relação de tensão entre forma moderna, matéria e território. Terra compactada, rocha e madeira, materiais associados à construção e à geologia dos países do Sul Global, constituem uma estrutura que não atua apenas como objeto expositivo, mas como argumento espacial. No salão principal, a imagem de uma metrópole do Norte Global, com 17 metros de extensão por 5 metros de altura, surge como superfície monumental, contraposta à densidade física dos materiais extraídos. Essa justaposição evidencia a cadeia desigual que sustenta grande parte do desenvolvimento urbano contemporâneo: enquanto recursos naturais, energia e trabalho são continuamente deslocados do Sul, sua riqueza reaparece convertida em infraestrutura, imagem e luxo nas grandes cidades do Norte. A instalação transforma essa relação econômica em experiência corporal, aproximando escala arquitetônica e presença material. Em vez de ilustrar o extrativismo, Tectônicas em Exílio torna visível sua lógica espacial: a separação entre o lugar de onde a matéria é retirada e aquele em que seu valor se concentra.
Em Porto Belo/SC, o projeto foi concebido para refletir a essência tropical da Mata Atlântica sem transformar o bioma em tema decorativo. Madeiras, pedras, fibras, tecidos naturais e tonalidades terrosas constroem uma base material ligada ao litoral, enquanto o design brasileiro funciona como fio condutor entre ambientes de escalas e usos distintos. Peças autorais do estúdio convivem com obras e mobiliário de diferentes gerações, formando uma paisagem doméstica plural e reconhecível. Jardins atravessam limites entre áreas internas e externas, enquadram vistas e criam abrigo para aves, abelhas e outros polinizadores.
Produzida artesanalmente em um marcenaria familiar sediada em Canela, no Rio Grande do Sul, a peça é executada em madeira maciça. O desenho utiliza planos espessos e encontros aparentes, mantendo visível a relação entre tampo, laterais e estrutura de apoio. As três versões foram pensadas para usos distintos, desde assento individual e apoio lateral até banco coletivo para áreas residenciais, comerciais ou de circulação.
O nome Mambo faz referência ao gato do designer, sem resultar em uma representação figurativa. A associação aparece nas proporções baixas e no volume horizontal da peça.
O acabamento em óleo mantém visíveis os veios e as variações naturais da madeira. Como cada banco é produzido a partir de peças maciças, diferenças de tonalidade e desenho superficial fazem parte do resultado final. A variação de comprimento permite que o mesmo modelo seja aplicado em diferentes escalas, sem alteração de sua linguagem construtiva.
Mambo Série-01 mede 70 × 47 × 47 centímetros;
Mambo Série-02 mede 150 × 47 × 47 centímetros;
Mambo Série-03 mede 180 × 47 × 47 centímetros.
Austral Dining Table is conceived as an architectural object translated into the scale of living. Designed by Leonardo Zanatta, the table draws from South American geology and the cultural vocabulary of Brazilian art and tropical modernism. Produced by Serafini, Austral Dining Table transforms marble into a medium of territorial expression. More than a functional surface, it becomes a spatial presence shaped by mass, rhythm and structural clarity. The monolithic character reinforces permanence while maintaining compositional balance. Marble is treated not as decorative finish but as narrative material, carrying geological memory into contemporary living environments through refined luxury marble design.
Constructive rhythm and sculptural composition
The sculptural base is composed of interlocking stone volumes arranged in a tridimensional composition of solids and voids. This tectonic logic recalls Brazilian modernist architecture and the constructive experimentation of twentieth century Brazilian art. The horizontal top contrasts with the fragmented vertical pedestal, creating tension between continuity and articulation. Designed by Leonardo Zanatta for Serafini, Austral Dining Table positions structure as visual language. The piece articulates rhythm, contrast and structural honesty through marble mass. Rather than relying on ornament, the design expresses identity through proportion and tectonics, establishing a powerful architectural presence within contemporary dining spaces.
Custom marble identity by Serafini
Crafted by Serafini with advanced Italian stone expertise, Austral Dining Table is fully custom in marble selection, finish and detailing. The project reflects a dialogue between Latin American geological heritage and refined marble craftsmanship. Each stone reveals a distinct mineral narrative, reinforcing the uniqueness of every piece. Designed by Leonardo Zanatta, the table embodies a vision of luxury marble design rooted in material authenticity and cultural memory. Through customization, Austral Dining Table adapts to diverse interior contexts while preserving its monolithic strength and architectural clarity, becoming a defining element within sophisticated living environments.
A linha Pampa remete à amplitude das pradarias, ao horizonte distante, à geada sobre os campos do Rio Grande do Sul. Fala sobre as minhas raízes e sobre as coisas que amo; fala sobre poesia, sobre casa.
Cada peça traduz a vastidão do pampa gaúcho em geometria essencial: linhas longas e horizontais que evocam a linha do horizonte, materiais que remetem à luz fria e prateada das manhãs de geada. O alumínio e o aço inox conferem leveza e um brilho contido, como o reflexo do sol baixo sobre o campo aberto. A serialidade da produção dialoga com a repetição dos postes e cercas que pontuam a planície, transformando um gesto industrial em imagem de pertencimento.
Projetada para dialogar com ambientes contemporâneos, a peça encontra equilíbrio entre o rigor industrial e a delicadeza da referência afetiva, funcionando tanto como fonte de luz quanto como elemento escultórico no espaço. Mais do que iluminação, a Pampa é um exercício de memória afetiva — um objeto que carrega a paisagem de origem e a transforma em presença cotidiana.
Pampa Pendant Series-01 — aluminium and stainless steel
A Pop-up Invicta foi criada para apresentar a nova identidade visual da marca durante a ABUP Show 2025, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo. Projetado por Leonardo Zanatta e Jeferson Branco, o stand funcionou como loja-conceito e espaço de lançamento das novas linhas de produtos.
A implantação foi organizada para permitir a visualização e o acesso pelos quatro lados, sem estabelecer uma fachada principal. Expositores, superfícies gráficas e áreas de circulação foram distribuídos dentro de uma composição aberta, permitindo que os visitantes observassem os produtos a partir de diferentes pontos da feira.
O projeto transportou para o espaço físico o rebranding desenvolvido pelo estúdio Valkiria. A paleta formada por verde-sálvia, pêssego, areia, vermelho e azul foi aplicada aos planos, nichos e elementos de exposição, criando setores para as diferentes famílias de produtos.
Prêmios
2018 – 2026
Recognition arrived first for the research, and only later for the buildings. The list below is chronological, from the first Saint-Gobain trophies to the AD100.